Ministro diz que desemprego cairá para 8% antes do fim do ano
Paulo Guedes pediu abertura de mercado europeu a produtos brasileiros
Paulo Guedes pediu abertura de mercado europeu a produtos brasileiros
Atualmente em 9,3%, a taxa de desemprego pode cair para 8%
antes do fim do ano com a recuperação econômica, disse nesta terça-feira (9) o ministro da
Economia, Paulo Guedes. Ele participou da abertura do congresso
da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em Brasília.
“Antes de o ano acabar nós estamos descendo [a taxa de
desemprego] para 8%. Vamos terminar o ano com o menor desemprego que já vimos
nesses últimos 10, 15 anos”, declarou o ministro.
Na avaliação de Guedes, o Brasil está entrando num longo
ciclo de investimentos. Segundo ele, a economia brasileira está em situação
melhor que a de países desenvolvidos, que estão entrando em recessão, e que a
de outros países latino-americanos, que estão “desmanchando”, nas palavras do
ministro.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas
(IBGE), a taxa de desemprego atingiu, no trimestre encerrado em junho, o menor
nível para o período em sete anos. Guedes atribuiu parte da recuperação do
mercado de trabalho à melhoria do ambiente de negócios, com a redução da
burocracia. “O Brasil está em um longo ciclo de crescimento. Criamos um
ambiente de negócios que já tem contratos de R$ 890 bilhões. É 10 vezes o que
um ministro investe”, ressaltou.
Renegociação de dívidas
Sem dar detalhes, Guedes disse que a equipe econômica
pretende ampliar os programas de transação tributária (renegociação de dívidas
com o governo). Segundo ele, o comércio, os serviços e o setor de eventos devem
ter as mesmas possibilidades para regularizar os débitos que outros segmentos
afetados pela pandemia de covid-19 tiveram nos últimos anos. Guedes disse que o
modelo de transação tributária já foi desenhado pelo Ministério da Economia.
O ministro repetiu declarações recentes de que,
diferentemente de outros países, o Brasil atravessou a pandemia sem que a
dívida pública explodisse. “O Brasil está de pé. Atravessou duas grandes
guerras”, declarou.
Em 2019, a dívida bruta do governo geral estava em 74,3% do
Produto Interno Bruto (PIB). Com os gastos extras relacionados à pandemia,
chegou a 88,8% em 2020. Com a recuperação da economia e o aumento da
arrecadação, tem caído e está atualmente em 78,2% do PIB.
Abertura comercial
Destacando que o Brasil está com o plano de adesão à
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovado,
Guedes afirmou que empresas europeias passaram a manifestar interesse em
investir no Brasil após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Hoje,
existe essa percepção e, com a guerra da Ucrânia, a ficha caiu para eles”,
comentou.
Guedes disse ter conversado com um ministro francês (sem
citar o nome) para pedir que a Europa abra o mercado aos produtos brasileiros.
“Nosso comércio com vocês [a Europa] era de US$ 2 bilhões no início do século.
Com a China foram US$ 2 bilhões também. Hoje, nós comercializamos com vocês US$
7 bilhões. E comercializamos com a China US$ 120 bilhões”, relatou Guedes, em
suas palavras, ao representante do governo francês.
“Vocês estão ficando irrelevantes para nós. É melhor vocês nos tratarem bem porque se não vamos ligar o ‘foda-se’ para vocês e vamos para o outro lado porque estão ficando irrelevantes”, acrescentou.
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